segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dialogo

-Oi, você nem falou comigo...
-É... Sabe, eu não posso te esperar para sempre.

-Eu sei... Mas eu não posso te dar nada. Pelo menos não agora.

-Você acha mesmo isso?

-Eu tenho certeza. Você merece mais do que tenho a oferecer.

-Não me venha com essa conversa de merecimento!

-Sério. Você precisa de mais do que tenho a oferecer.

-Se você acha isso...

-Eu sinto isso. E sinto muito também.

-Tá...

-Foi bom.

-O quê?

-Como assim?

-O que é que foi bom?

-Isso. O que vivemos.

-Mas não vivemos nada!

-Vivemos. Um sonho, se não mais.

-É, foi. Um sonho. Foi bom. De alguma forma, foi.

-Você acha que ainda temos chance?

-Não sei. Não gosto de pensar no futuro. Não costumo planejar nada. E o futuro a Deus pertence, não é?

-É verdade. E o futuro é cheio de possibilidades.

-Você deveria dizer “oportunidades”.
-É.

-Então tá.

-Desculpa.

-Você não fez nada.

-Por isso mesmo...

-Olha, tenho que ir agora. Outra hora a gente se fala mais.

-Tá.

-Adeus.

-Adeus?

-Foi maneira de dizer.

-Ah! Soou forte...

-Tchau, então.

-Tchau.

-Você é uma pessoa boa.

-...



Isso seria um fim ou o início de um casal imaturo??

Um comentário:

  1. Bom, o diálogo em si caminha para o fim, mas com o amadurecimento, acredito que seja o início. No tempo em que se passa, são imaturos... Mas tudo pode acontecer, ou não.

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