-Oi, você nem falou comigo...
-É... Sabe, eu não posso te esperar para sempre.
-Eu sei... Mas eu não posso te dar nada. Pelo menos não agora.
-Você acha mesmo isso?
-Eu tenho certeza. Você merece mais do que tenho a oferecer.
-Não me venha com essa conversa de merecimento!
-Sério. Você precisa de mais do que tenho a oferecer.
-Se você acha isso...
-Eu sinto isso. E sinto muito também.
-Tá...
-Foi bom.
-O quê?
-Como assim?
-O que é que foi bom?
-Isso. O que vivemos.
-Mas não vivemos nada!
-Vivemos. Um sonho, se não mais.
-É, foi. Um sonho. Foi bom. De alguma forma, foi.
-Você acha que ainda temos chance?
-Não sei. Não gosto de pensar no futuro. Não costumo planejar nada. E o futuro a Deus pertence, não é?
-É verdade. E o futuro é cheio de possibilidades.
-Você deveria dizer “oportunidades”.
-É.
-Então tá.
-Desculpa.
-Você não fez nada.
-Por isso mesmo...
-Olha, tenho que ir agora. Outra hora a gente se fala mais.
-Tá.
-Adeus.
-Adeus?
-Foi maneira de dizer.
-Ah! Soou forte...
-Tchau, então.
-Tchau.
-Você é uma pessoa boa.
-...
Isso seria um fim ou o início de um casal imaturo??
Bom, o diálogo em si caminha para o fim, mas com o amadurecimento, acredito que seja o início. No tempo em que se passa, são imaturos... Mas tudo pode acontecer, ou não.
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