sábado, 9 de abril de 2011

Superação.

"Não confunda gentileza, com gente lesa."

Nessa semana, fiquei me indagando de como as pessoas lidam com a perca.
Confesso que é uma analise um tanto engraçado, por que quem está pelo lado de fora da situação, não sabe o tamanho da dimensão que afeta a vida de uma pessoa que está passando por um problema do gênero. Tanto na vida amorosa, quando trabalho, amigos e família, o ser humano definitivamente no primeiro momento, NÃO sabe lidar com a perda.
A pessoa não encontra forças para fazer algo por ela ou ainda, não acredita ser merecedora de nada que possa fazê-la sentir-se bem, como se houvesse uma culpa, tanto por ocultar, ou mostrar seus reais sentimentos. As nossas emoções ficam mais expostas e a razão não existe. É um momento de pura indefesa. 
O fato é que a separação quando existe amor é uma fase que machuca demais os envolvidos, para quem ainda ama, requer muito esforço voltar a sentir prazer pela vida. Por que o sentimento que se tem é de que foi retirado um pedaço de si. E por mais que se diga que o tempo cura, parece que a dor com o tempo aumenta.
Hoje em dia, são poucos os amigos para dividir esse momento e, muitas vezes, não há família, não há ninguém com quem dividir a tristeza, a saudade, com quem falar das dúvidas e perguntas sem fim. Não há quem suporte ao nosso lado e preencha esse vazio tão intenso deixado por quem se foi e por tudo que se acreditou. É exatamente isso que dá a sensação de vazio, os planos feitos, os sonhos que jamais serão realizados, ao menos com quem se acreditou que seriam. 
A certeza de ter alguém que nos espere, que se preocupe, que nos ame, nos dá muitas vezes a segurança para continuar mais um dia. Ficamos inseguros, frágeis, sensíveis e apenas com uma certeza: não somos amadas como esperávamos ser. E isso acaba por se refletir em todas as outras áreas de nossa vida, comprometendo nossa concentração, criatividade, o trabalho e até a própria saúde.
Eu sempre tive o pensamento que nesses momentos de perca o melhor a se fazer é lembrar apenas de tudo que havia de bom, dos momentos de alegria. Mas nem sempre é assim. Se fosse, não teria a dor. E você acaba se questionando se a outra pessoa estava correspondendo aquilo que você esperava dela. 
Mas querendo ou não vivemos por mudanças não é? Se naquele momento você se identificava com a outra pessoa e hoje não tem mais o mesmo efeito, a satisfação de ambos mudaram, certo? concordâncias, expectativas, objetivos, valores, mudaram pra o bem de cada um. 
Acaba sendo instintivo julgar o outro como responsável pelo nosso sofrimento em função de sua ausência. É sinal  de medo, medo de errar de novo, de ficar sozinho, de não superar a perca. 
Com as porradas que já levei da vida, transformo esse baque em dedicação, a mim, a quem está ao meu lado. Não falo somente do meu filho ou família. Mas daquelas com quem convivo por mais tempo. E a superação vem como conseqüência... Lágrimas são boas, mas viver a vida amargurada por alguém que não te respeitou ou te deu valor é perder as pessoas e os momentos bons que a vida lhe proporciona. 
Três amigos, só nessa semana, perderam pessoas significativas pra eles. O que indico: Vá viver, caminhar, se cuidar, alimentar-se bem, comprar aquela roupa legal, sair com os colegas e tomar umas. Isso é vida.

Escutando She Wants Revenge -  A Hundred Kisses.

Pra falar a verdade, sinto-me que perdi algo, sem mesmo tê-lo. Vai entender...
Sobrevivi a semana de provas da faculdade, apesar que na quinta tive novamente a paralisia do sono, quem não sabe, procura o post falando sobre alucinação. Comenta um pouco sobre o que passei. Só vou descansar, creio eu, na terça, por que nesse final de semana tô na Pós Graduação. E eu tenho medo do Tio Vilmar... >.<
Kisu  :***

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Auto Imagem.


E faço das afrontas um ponto de recomeço, 
é neste equilíbrio que vou revelando 
o que sou e o que ainda devo ser.

A auto-imagem é a imagem que você tem de si mesmo. 
Você se acha feio ou lindo? Inteligente? Irônico? Sagaz?

A auto-imagem determina a sua auto-estima e esta, por sua vez, determina como você age. Determina se você é seguro, confiante, tímida ou extrovertida, etc...

O grande problema ocorre quando a pessoa tem uma auto-imagem que se afasta demais da imagem que os outros têm dela. Quando a pessoa "se acha (mais do que é)". Como sempre tem os idiotas que acham que pela simples presença conseguem conquistar tudo a sua volta. Se acham o ser mais inteligente do planeta e não aceita sugestões ou críticas dos subalternos. Uma pessoa assim além de não ver que o mundo não gira em volta do seu umbigo, sofre por pura imaturidade.




Desculpa meus pequenos leitores, eu continuo na fase muito fora de mim, estou tendo pouco tempo pra dá atenção aqui, mas não significa que aqui não seja algo importante pra mim.
Eu preciso ter o controle da minha própria vida, não apenas ser levada por impulso, e estou em busca disso.
Alguém de Tokyo olhou meu blog... Nhaaaaaaaaaa *o*
Kisu ****
Share |

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Gomenasai

"Quando o que não se diz fala mais alto."


Mil desculpas meus poucos queridos leitores..

A faculdade realmente está tomando o meu ser, fora que atualmente minha misantropia está afetando o lado virtual também. (?)

Falando em Faculdade, uma coisa que não suporto é trabalho em equipe. Sei que a didática é boa pra trabalhar dinâmica de grupo, socialização e entre outras coisas, porém comigo isso não funciona. Como clássico de todo ambiente escolar ou acadêmico, numa formação de trabalho em grupo, já rola aquele aluno que diz assim: "Ah, deixa que eu digito!". Como se digitando tivesse contribuindo inteiramente pro trabalho. Ah, tem o Épico do Aluno que "escora" no grupo. Só pergunta como tá o trabalho, e se não tá indo bem, ainda tem a ousadia de reclamar. 

Passei um estresse na quarta-feira passada, justamente por causa de um trabalho em equipe. Mas o caso foi solucionado, pra ninguém sair prejudicado, fiz o trabalho sozinha. É... foda viu... 

Fora essas "situações" indesejadas, estou numa fase muito "fora de mim".
E como se algo que você fizesse, no meu caso tudo o que faço no decorrer do dia, fosse algo totalmente automático. E que tem uma outra Maira querendo se libertar disso... Tanto em casa, quanto na faculdade, tanto com a família, amigos, filho, coração... Estou numa busca por algo desconhecido, é algo totalmente estranho..

E em falar em Coração...
Saudade de um... a distância, a falta de contato, a calmaria das conversas, e os extremos das discussões... Pensamento continuamente em outro... Admirando o olhar meigo, o jeito tranquilo, o sorriso iluminado...

Tô numa desordem total... 
E me odeio por ser tão complexada e tímida!




Junior, sei que sempre terei o seu apoio, e tô tentando, devagarzinho, mas tô conseguindo. Obrigada pelo comentário anterior . Tchamo ^.~

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Motivação.

Um dia de cada vez...

Confesso que sempre fui uma pessoa totalmente levada a estímulos. Sei que muitas pessoas são assim também, mas é raro eu me dedicar a algo por conta própria sempre teve alguém ali pra me dá um empurrãozinho.


E quinta feira, me senti “estimulada” a fazer algo, uma mudança de hábito. Que é tirar o meu vício desgraçado que tenho até vergonha de falar o nome e que muitos sabem qual é. Comentei  com uma amiga, que também é uma usuária (falando assim, pareço uma drogada, credo!) E que já estava com essa mentalidade de parar a muito tempo, porém sei que é algo bem  difícil, e que terei que ter mais motivação. E sei também que há motivações altas e baixas e que precisarei lidar com as fases baixas..

Eu decidi tentar... Por mim, pela minha saúde, pelo meu filho, pela minha profissão...
Mas vai ser algo sem pressão... Tô achando muito válido tentar...

Espero que consiga, e que minha mãe nunca  veja esse post!







Ah Treco. Obrigada pelo comentário do Post passado, porém estou sem tempo mesmo... A faculdade está me matando. Mas prometo sempre olhar aqui com carinho... Beijos...


Escutando Be My Last - Utada Hikaru

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estudo Indefinido.

Me sinto bem... Apesar das noites aparentemente longas, com ele fica mais tranqüilo. Dos tédios de uma madrugada na internet, ele me tira risadas e me trás duvidas. Estou estranhamente calma com isso. O que há eu não sei, talvez de fato nem haja nada para saber e isso não é ruim.

E ele, quem é Ele e que tanto sai entre meus pensamentos altos virtuais? Na verdade o que mais me questiono é que me falta capacidade de definir essa, aquela, aquilo, ESTE SER! Por isso não o defino. Só faço o questionamento se calar quando entro naquela paz, aquele momento sagrado que se torna extraordinariamente perfeita. E deixo quieto, pois é assim que o compreendo, ou o ritmo me leva compreender uma parte.

Eu não sei, mas o aceito. E espero que ele se revele a mim, com toda essa invasão, essa liberdade, de um modo simples e único.  Por que no final de tudo, eu sou quero te ler, e aprender, no final do tudo te entender.

A Disciplina que to cursando atualmente? Nem Isso sei, Não é amor...
...Mas é mágico!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Desabafo!

Desculpa a demora de um Post, porém estou muito ocupada estudando e sem tempo pra pensar em colocar algo aqui..

Hoje, pensando apenas na minha prova da Pós Graduação, recebo uma noticia de que realmente me revolta.
Minha mãe chega comigo, dizendo que o pai do meu filho está dizendo pra "Deus e o Mundo" que vê o filho dele todo dia no meu Orkut, minha mãe pediu pra tirar as fotos dele de lá. Pois não quer que ele fique falando isso.

Sabe, depois que me separei, me senti muito desamparada em questão de criar meu filho sozinha. Sem a presença de um Pai. Depois cheguei a conclusão de que é relativo. É muito fácil, falar que é mãe, pai... Mas saber a dimensão da responsabilidade não é fácil. Meu filho como já disse em um post, ele é meu estimulo, pra continuar estudando, tentar ter melhor condições de vida pra da todo benefício possível pra ele.

E que vem meu desabafo: Não quero a presença do Pai biológico, apenas pra dizer que é Pai. Se ele tivesse o real conhecimento, buscaria correr atrás do bem do filho dele... Amor não enche barriga, e meu filho tem todo amor e atenção que uma criança pode ter. E não vou correr atrás pro meu filho ter esmola, sim o amor do pai do meu filho por ele é esmola, pois ele pensa que não ajudar financeiramente, somente dando o amor que ele tem, será o suficiente pro meu filho ser feliz. E ele tá errado! E eu não irei mover uma palha pra ele ter  a presença do filho. O interessado dá um jeito! Então, que busque seus direitos legais, e assuma devidamente o papel de pai como a lei da sociedade manda, por que eu, tô fazendo o meu papel de mãe, dormindo pouco  nos dias que tá doente, dando amor e repreendendo quando o convém. Estudando o máximo pra ter chance de dá uma boa condição de vida pro meu filho (e quem é mãe, ou pelo menos cuida de um filho, sabe que estudar é algo difícil). 

Tento me mostrar forte o quanto posso, que nada me abate, ou que tudo é uma coisa simples, mas não dá! Satura... E hoje foi um desses dias...

...E espero ir bem na prova mais tarde, pois já me esqueci de tudo o que estudei!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma nova mulher (?)




“Felizmente não era alzheimer” - diziam os amigos e ele concordava...mas no seu íntimo quase desejava que fosse. Talvez assim ele sofresse menos. O que o incomodava era não reconhecer mais a própria esposa. Não era um caso de reconhecimento facial, uma amnésia... Era algo que não tinha nome, nem explicação racional.


Tudo começou quando ela deixara de comparecer aos lugares típicos que iam na época de namoro, ou as baladinhas de noite que rolava com os amigos íntimos. Dias depois, ligou dizendo que chegaria mais tarde porque estava terminando um trabalho, ou que ia sair com os “amigos da faculdade ” , mas que não demorava. E deixou de atender alguns telefonemas dele no horário de expediente.


Claro que passou pela cabeça o medo da traição. Tentou assistir TV, mas seus olhos fixos na casa mostravam sua ausência. Pensou em mil possibilidades mas não fazia sentido ser traído: eram felizes em todos os sentidos, tinham uma boa situação financeira, estavam sexualmente satisfeitos, mantinham a paixão acesa... E, se nada disso bastasse, eram religiosos e - pelo menos a princípio - respeitavam o mandamento de não trair (?).

Algum tempo passou e as coisas pareciam voltar ao normal. Um dia ele notou que ela tinha um novo aparelho celular, o pior de tudo nem foi o celular novo (isso ele até achou bom), mas o fato de ter comprado e não ter contado, compartilhado. Fingiu não notar no primeiro dia, mas terminou perguntando:

- Celular novo?

- É. O outro estava começando a dar problema.
- Comprou quando?
- Faz uns dias...


A resposta imprecisa o deixou pior do que antes. Antes achava que ela não queria contar sobre o celular, agora tinha certeza disso! A coisa piorou mais ainda quando ele descobriu que ela tinha um Orkut.. Não era nada escondido, já que usava o próprio nome e sobrenome. E não escrevia nada.


Mas pra que ter Orkut e não usar? Ele tinha e nunca fizera segredo disso, tinha dado o endereço a ela. Ou não? Provavelmente tinha. Certamente! E ela tinha um Orkut e não escrevia nada???!!! Só se fosse pra trocar mensagens privativas...

Pensou em olhar cada contato, buscando algum que parecesse suspeito. Não daria trabalho, não chegavam nem a cinquenta pessoas... Mas desistiu. Não queria desconfiar da mulher.

Algumas semanas depois quis deixar um recado no Orkut da esposa e não encontrou. Ela apagou o perfil? Procurou e terminou encontrando a página dela, sem foto e com o nome “Fechada para balanço”! E sem os depoimentos dele... Pelo menos ela deixara o estado civil inalterado. Mas o que estava acontecendo com a sua mulher?

Passou semanas tentando descobrir, sentindo cada palavra e observando cada movimento. Certo dia não aguentou mais, perguntou a ela o que estava acontecendo. Ela disse que nada estava acontecendo, ele citou as mudanças e estranhezas. Ela disse que era bobagem, que o amava muito, que ele deixasse de caraminholas, que era sua e de mais ninguém, que pensava nele as 24 horas do dia, que falava nele pra todo mundo, que no celular, só tinha fotos dele, só tinha mensagens dele e tudo o mais...

Depois começou a chorar, dizer que ele podia perguntar para a mãe dela ou ligar pra colegas de faculdade, que elas iam confirmar que ela era apaixonada por ele, que não tinha olhos para mais ninguém, que o amor dele era mais do que suficiente para a felicidade completa dela.

E era verdade tudo isso o que ela dissera. Mas ela havia mudado e isso o incomodava cada dia mais. Ele tinha certeza de que não havia mudado, os amigos diziam isso e até mesmo ela confirmava que ele era o mesmo homem de sempre.

Não havia casado com ela, não com essa mulher. Algum extraterrestre a havia abduzido e tomado seu lugar. Ele não reconhecia mais a esposa (infelizmente não era alzheimer, ele pensava), não era a mulher com quem ele morava, disso tinha certeza.

A mulher que ele namorou era atenciosa, carinhosa e caseira. A que estava morando com ele nunca percebia se ele estava triste ou só cansado, não assistia mais TV de mãos dadas e vivia no shopping com amigas. Até no sexo mudara: agora ela, após o êxtase, virava de lado, dando as costas pra ele e dormia.

Era uma nova mulher.

E a cada dia que passava ele ficava mais determinado a abandonar essa estranha e sair pela porta à procura da mulher que conhecia com quem namorou e viveu.

Memórias de um passado...