"Não confunda gentileza, com gente lesa."
Confesso que é uma analise um tanto engraçado, por que quem está pelo lado de fora da situação, não sabe o tamanho da dimensão que afeta a vida de uma pessoa que está passando por um problema do gênero. Tanto na vida amorosa, quando trabalho, amigos e família, o ser humano definitivamente no primeiro momento, NÃO sabe lidar com a perda.
A pessoa não encontra forças para fazer algo por ela ou ainda, não acredita ser merecedora de nada que possa fazê-la sentir-se bem, como se houvesse uma culpa, tanto por ocultar, ou mostrar seus reais sentimentos. As nossas emoções ficam mais expostas e a razão não existe. É um momento de pura indefesa.
O fato é que a separação quando existe amor é uma fase que machuca demais os envolvidos, para quem ainda ama, requer muito esforço voltar a sentir prazer pela vida. Por que o sentimento que se tem é de que foi retirado um pedaço de si. E por mais que se diga que o tempo cura, parece que a dor com o tempo aumenta.
Hoje em dia, são poucos os amigos para dividir esse momento e, muitas vezes, não há família, não há ninguém com quem dividir a tristeza, a saudade, com quem falar das dúvidas e perguntas sem fim. Não há quem suporte ao nosso lado e preencha esse vazio tão intenso deixado por quem se foi e por tudo que se acreditou. É exatamente isso que dá a sensação de vazio, os planos feitos, os sonhos que jamais serão realizados, ao menos com quem se acreditou que seriam.
A certeza de ter alguém que nos espere, que se preocupe, que nos ame, nos dá muitas vezes a segurança para continuar mais um dia. Ficamos inseguros, frágeis, sensíveis e apenas com uma certeza: não somos amadas como esperávamos ser. E isso acaba por se refletir em todas as outras áreas de nossa vida, comprometendo nossa concentração, criatividade, o trabalho e até a própria saúde.
Eu sempre tive o pensamento que nesses momentos de perca o melhor a se fazer é lembrar apenas de tudo que havia de bom, dos momentos de alegria. Mas nem sempre é assim. Se fosse, não teria a dor. E você acaba se questionando se a outra pessoa estava correspondendo aquilo que você esperava dela.
Mas querendo ou não vivemos por mudanças não é? Se naquele momento você se identificava com a outra pessoa e hoje não tem mais o mesmo efeito, a satisfação de ambos mudaram, certo? concordâncias, expectativas, objetivos, valores, mudaram pra o bem de cada um.
Acaba sendo instintivo julgar o outro como responsável pelo nosso sofrimento em função de sua ausência. É sinal de medo, medo de errar de novo, de ficar sozinho, de não superar a perca.
Com as porradas que já levei da vida, transformo esse baque em dedicação, a mim, a quem está ao meu lado. Não falo somente do meu filho ou família. Mas daquelas com quem convivo por mais tempo. E a superação vem como conseqüência... Lágrimas são boas, mas viver a vida amargurada por alguém que não te respeitou ou te deu valor é perder as pessoas e os momentos bons que a vida lhe proporciona.
Três amigos, só nessa semana, perderam pessoas significativas pra eles. O que indico: Vá viver, caminhar, se cuidar, alimentar-se bem, comprar aquela roupa legal, sair com os colegas e tomar umas. Isso é vida.
Escutando She Wants Revenge - A Hundred Kisses.
Pra falar a verdade, sinto-me que perdi algo, sem mesmo tê-lo. Vai entender...
Sobrevivi a semana de provas da faculdade, apesar que na quinta tive novamente a paralisia do sono, quem não sabe, procura o post falando sobre alucinação. Comenta um pouco sobre o que passei. Só vou descansar, creio eu, na terça, por que nesse final de semana tô na Pós Graduação. E eu tenho medo do Tio Vilmar... >.<
Kisu :***







