quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Profissão Rompida – Parte I

Bem, acho que tá na hora de começar a fazer um post que fale realmente de uma angústia minha. Que é minha profissão. Mas decidi de fazer um modo diferente, e espero que gostem:

Faculdade, 18:10.
Ela entra na sala e diz: “Desculpa professor, o ônibus atrasou, e na rua principal ta interditado, houve um acidente. Mas está aqui meu trabalho. O senhor pode aceitar?”
E o professor responde: “Aceitar eu posso, mas vai valer menos. Pois você não apresentou o trabalho. Você e mais dois alunos não apresentaram. Assim tá difícil”
Mas ela insiste: “Posso apresentar na próxima aula? Eu venho mais cedo. Prometo!!!”
E Ele: “Não, prazo é prazo... Você sabe que vai pra recuperação se não for bem na próxima prova. E alias, quando é que você vai abrir os olhos!”
Ela sem entender fica calada e de cabeça baixa. Dá um sinal que entendeu e diz: “Ta bem professor, vou me esforçar”
Mas ele diz: “Pra se esforçar, precisa querer. Não se esforce à toa.”
E a menina sai da sala, e vai pro canto da faculdade, que é só dela. Escondida de todos, Atrás dos geradores, lá no final do campo de atletismo. Ela senta, acende um cigarro e começa a chorar. Mas depois esquece o ocorrido.
Antes de começar a próxima aula ela sai do esconderijo e vai à lanchonete. Comprar os benditos “halls” que ela não vive sem. Andando cabisbaixa, arrastando os coturnos pesados, a mochila cheia de roupa e alteres, ela é surpreendida.
Ele: “E ai, já se decidiu?”
Ela: “Como?”
Ele: “Entenda uma coisa... Não é por que você é Roqueira/Gótica, que não pode ser uma profissional de Educação Física. Tua personalidade é o teu diferencial. E eu sei, que ai tem muito a mostrar.”
Ela fica em silêncio...
Olha pra Ele, sorri e diz: “Valeu. Pode ter certeza que estarei preparada pra próxima prova.”
E Ele: “É assim que se fala, e eu espero mesmo. Por que vou ferrar todo mundo que for pra substituição!” . Começou a rir e foi embora.
Ela foi pra lanchonete, comprou o “halls”, e foi pra sala feliz....

"Ele" na Assembléia homenageando pessoas que contribuíram pra nossa profissão.

"Ele" foi a peça chave pra decidir realmente que eu queria ser Educadora Física. Digo isso a todos e não me envergonho. 

E fico feliz por saber que pra ele, eu fui um orgulho de aluna. 

Personagem principal - Alexandre Romano.



2 comentários:

  1. Tenho certeza que essa menina é uma excelente profissional, hoje.

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  2. Eu admiro muito esse tipo de relação entre aluno e professor. Eu sempre tentei ter esse tipo de relação também com professores do cursinho, quando eu fazia. Sei que é diferente de faculdade, mas eu conversava com eles, tirava dúvidas, eu sentia admiração pelos meus professores de biologia, pq é o curso que eu quero fazer. Achava tão ridículo quando tinha boatos de envolvimentos entre aluno e professor, menininhas pagando pau pq o cara é bonito... Aff. O professor é alguém que tá ali pra te ajudar a crescer, conquistar seus objetivos. Que bom que ele foi uma figura importante pra você e te ajudou nessa sua busca. :)
    E também acho que essa menina que foi um orgulho pra 'ele' é uma ótimo profissional hoje. E será melhor ainda amanhã. :)

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